domingo, 4 de julho de 2010


Mês de Junho, 1996. Eat, drink and love, assim dizia o personagem Álvares de Azevedo de A Lira dos 20 anos que eu havia interpretado no extinto teatro da praça no Bixiga. Nu em cena ao lado da minha fiel escudeira Amilza C. Telles, a gatinha,poeta e musa inspiradora. Fim do ato, fui comer pizza a convite de uma turminha do ABC paulista e, com a mochila de mascate aceitaria uma carona rumo a São Bernardo, onde a familia esperava como de costume no final de noite de domingo. Parada em São Caetano, mais uma garrafa de vinho. Evoé! Lá ia por avenidas e ruas intermináveis, comentários, perguntas a respeito de arte, educação...neblina, lugar longe, familiar pelo sobrenome do Barão, o Evangelista de Souza e as brumas enconbriam, como certamente o fez outrora com as pedreiras,em formas e no brilho de porcelanas, não era Santo André como diziam. Eu Estava em Mauá, a neblina redobrava a imaginação e definia o cenário e tal como fumaça artificial numa cena digna de muitas baforadas de charuto eu, como caliban e ariel presentes na obra de Álvares de Azevedo, agora então ator me via envolto pela nebular cidade que marcaria definitivamente a minha vida e ponto continuando.

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